quinta-feira, 29 de abril de 2010

PROVÉRBIOS DE ABRIL


Abril está quase no fim, despede-se de nós não com as águas mil do provérbio mas sim com um calor de Verão que nos faz apetecer a praia, o mar e férias...
Mas como ainda não acabou, aqui vos deixo os provérbios de Abril, um pouco atrasados por causa de tantas actividades boas que tivemos, este mês, aqui na Biblioteca.

Abril chuvoso, Maio ventoso e Junho amoroso, fazem um ano formoso

Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.

Abril molhado, sete vezes trovejado

Abril, Abril, está cheio o covil.

Abril, águas mil

Abril, ora chora ora ri

As manhãs de Abril são boas de dormir

Em Abril a natureza ri

Em Abril queima a velha o carro e o carril.

Em Abril, cada pulga dá mil

Em Abril, de uma nódoa tira mil

Em Abril, lavra as altas, mesmo com água pelo machil.

Em Abril, vai onde deves ir, mas volta ao teu cuvil.

Frio de Abril, nas pedras vá ferir

Inverno de Março e seca de Abril, deixam o lavrador a pedir.

Não há mês mais irritado do que Abril zangado.

No princípio ou no fim, costuma Abril ser ruim.

Quando vem Março ventoso, Abril sai chuvoso.

Quem em Abril não varre a eira e em Maio não rega a leira, anda todo o ano em canseira.

Uma água de Maio e três de Abril valem por mil.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

25 de ABRIL


O 25 de Abril é no Domingo, motivo pelo qual a Biblioteca assinalou a data um pouco mais cedo. Depois da leitura do livro o Tesouro, de Manuel António Pina, que podes ler também se carregares no título, fizemos cravos que enfeitam agora o jardim. Aqui ficam outras sugestões.


Explicação do País de Abril

País de Abril é o sítio do poema.
Não fica nos terraços da saudade
não fica nas longas terras. Fica exactamente aqui
tão perto que parece longe.

Tem pinheiros e mar tem rios
tem muita gente e muita solidão
dias de festa que são dias tristes às avessas
é rua e sonho é dolorosa intimidade.

Não procurem nos livros que não vem nos livros
País de Abril fica no ventre das manhãs
fica na mágoa de o sabermos tão presente
que nos torna doentes sua ausência.

País de Abril é muito mais que pura geografia
é muito mais que estradas pontes monumentos
viaja-se por dentro e tem caminhos veias
- os carris infinitos dos comboios da vida.

País de Abril é uma saudade de vindima
é terra e sonho e melodia de ser terra e sonho
território de fruta no pomar das veias
onde operários erguem as cidades do poema.

Não procurem na História que não ven na História.
País de Abril fica no sol interior das uvas
fica à distância de um só gesto os ventos dizem
que basta apenas estender a mão.

País de Abril tem gente que não sabe ler
os avisos secretos do poema.
Por isso é que o poema aprende a voz dos ventos
para falar aos homens do País de Abril.

Mais aprende que o mundo é do tamanho
que os homens queiram que o mundo tenha:
o tamanho que os ventos dão aos homens
quando sopram à noite no País de Abril.

Manuel Alegre






Tanto Mar

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo pra mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Chico Buarque



quarta-feira, 21 de abril de 2010

A UNIÃO EUROPEIA

Os alunos do 9º B, orientados pela Drª. Iza Vieira, apresentaram na Biblioteca um trabalho sobre a UNIÃO EUROPEIA, no âmbito da disciplina de Área de Projecto, dirigido aos alunos dos 9º e 4º anos.

Além dos alunos de diversas turmas, assistiram encarregados de educação e professores.

terça-feira, 20 de abril de 2010

ENCONTRO COM A ESCRITORA DRª ISABEL RAMALHETE

Terminamos a nossa SEMANA da LEITURA com o encontro com a escritora Drª Isabel Ramalhete.




Os alunos estavam entusiasmados com este encontro pois tinham lido os livros ou na integra ou excertos. Assim tinham imensas perguntas a colocar-lhe e fartaram-se de esticar o dedo no ar, na ânsia de serem os próximos a serem escolhidos. Pacientemente e de forma simpática e afável, a Drª Isabel Ramalhete respondeu pormenorizadamente a cada uma das questões.




Por fim, com a curiosidade saciada, os alunos ouviram pela voz da autora, uma das lendas do seu livro « Contos e Lendas de Portugal e do Mundo ».








Agradecemos a presença da autora e os alunos não perdoaram a sessão de autógrafos.




Obrigada Drª Isabel Ramalhete pela sua visita e por ter vindo, com a sua presença, enriquecer a cultura dos nossos alunos e as suas prespectivas de vida.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

LEITURA E DRAMATIZAÇÃO DE TEXTOS




A sessão de leitura e dramatização de textos do 3º ciclo esteve concorridíssima.


Na verdade a nossa Biblioteca quase que era pequena demais para albergar os alunos das 10 turmas que quiseram festejar a Semana da Leitura partilhando textos de diversos autores.

Ficam aqui as imagens alguns dos textos lidos.




A cigarra e a formiga
(Bocage)

Tendo a cigarra em cantigas
Folgado todo o Verão
Achou-se em penúria extrema
Na tormentosa estação.

Não lhe restando migalha
Que trincasse, a tagarela
Foi valer-se da formiga,
Que morava perto dela.

Rogou-lhe que lhe emprestasse,
Pois tinha riqueza e brilho,
Algum grão com que manter-se
Té voltar o aceso Estio.

«Amiga, diz a cigarra,
Prometo, à fé d’animal,
Pagar-vos antes d’Agosto
Os juros e o principal.»

A formiga nunca empresta,
Nunca dá, por isso junta.
«No Verão em que lidavas?»
À pedinte ela pergunta.

Responde a outra: «Eu cantava
Noite e dia, a toda a hora.»
«Oh! bravo!», torna a formiga.
- Cantavas? Pois dança agora!»



Quando Eu For Pequeno

Quando eu for pequeno, mãe,
quero ouvir de novo a tua voz
na campânula de som dos meus dias
inquietos, apressados, fustigados pelo medo.
Subirás comigo as ruas íngremes
com a certeza dócil de que só o empedrado
e o cansaço da subida
me entregarão ao sossego do sono.

Quando eu for pequeno, mãe,
os teus olhos voltarão a ver
nem que seja o fio do destino
desenhado por uma estrela cadente
no cetim azul das tardes
sobre a baía dos veleiros imaginados.

Quando eu for pequeno, mãe,
nenhum de nós falará da morte,
a não ser para confirmarmos
que ela só vem quando a chamamos
e que os animais fazem um círculo
para sabermos de antemão que vai chegar.

Quando eu for pequeno, mãe,
trarei as papoilas e os búzios
para a tua mesa de tricotar encontros,
e então ficaremos debaixo de um alpendre
a ouvir uma banda a tocar
enquanto o pai ao longe nos acena,
lenço branco na mão com as iniciais bordadas,
anunciando que vai voltar porque eu sou
[pequeno
e a orfandade até nos olhos deixa marcas.

José Jorge Letria, in "O Livro Branco da Melancolia"





O Menino da Sua Mãe

No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado-
Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece.

Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.

Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe.»

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço… deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece:
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto e apodrece
O menino da sua mãe

Fernando Pessoa





Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

fernando Pessoa

quarta-feira, 14 de abril de 2010

PALESTRA - O JORNAL VERIS

E como ler não é só livros de estudo, de aventura ou romance, não quisemos deixar de dar relevo ao texto informativo, nesta SEMANA DA LEITURA.

Nos dias que correm a informação é essencial. Estar actualizado com o que se passa no mundo à nossa volta, desde os países longínquos à nossa freguesia, é uma mais valia.

Assim tivemos o prazer de receber na nossa Biblioteca o Dr. André Rangel, Director do Jornal Veris, aqui da nossa freguesia de Paranhos.

O Dr. Rangel dirigiu-se a uma vasta plateia de alunos e professores, interessada e atenta, explicando o nascimento deste jornal, os princípios que o norteiam, os objectivos que pretende alcançar, divulgando as diversas rubricas que o constituem e os colaboradores que tem.

Mais interessante ainda foi o desafio que lançou aos alunos para que participassem, com textos de qualidade, nas próximas edições, desafio importantíssimo e motivador para os presentes.

Falou ainda sobre ética, jornalismo, princípios básicos mas fundamentais da profissão e ainda da sua experiência.

No final respondeu a diversas questões que os alunos lhe foram lançando e a sessão terminou num clima de satisfação para todos!


TERTÚLIA DOS LIVROS

blattnerds.wordpress.com



« O LIVRO É O MEU PASSAPORTE PARA UM MUNDO SÓ MEU, LONGE
DESTE REAL E APÁTICO UNIVERSO »

O CRÍTICO - 2007

Já tanto se disse e escreveu sobre os livros, a leitura e o prazer de ler que pouco ou nada resta acrescentar.
Hoje mais do que discursar sobre livros, sobre a importância de ler reunimo-nos na Biblioteca da Escola para partilharmos esse gosto, esse prazer único, que é pegar num livro, novo ou não, e acariciar-lhe a lombada, abri-lo com emoção e entrar num universo paralelo em que despimos a nossa pele e vestimos a do herói. Depois esquecermos a nossa vida, o quotidiano e a rotina e, por algumas horas, embarcamos na aventura.
A TERTÚLIA DOS LIVROS juntou alunos de todas as turmas, e professores, aqueles que de entre todos gostam de ler. Cada um trouxe um livro que apresentou, informalmente, aconselhando a sua leitura, explicando porque tinham gostado tanto dele ou simplesmente resumindo a história.
Eis aqui algumas imagens.


LEITURA E DRAMATIZAÇÃO DE TEXTOS

Esta foi a sessão de leitura e dramatização de textos, dos alunos do 1ºciclo da Escola dos Miosótis e do 2º ciclo da Pêro Vaz de Caminha, realizada ontem, na nossa Biblioteca, no âmbito da SEMANA DA LEITURA.
Decorreu lindamente, com uma selecção de textos muito variada. Os alunos leram, declamaram e cantaram poemas e histórias, muito compenetrados, entusiasmando a assistência.

Aqui ficam as imagens.


sexta-feira, 9 de abril de 2010